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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Peso X Gravidez

A primeira consulta na ginecologista pra valer aconteceu na última quinta-feira. Saí do consultório com a minha carteirinha de gestante. É a carteira de identidade do bebê, segundo minha médica. Tenho que carregá-la dentro da bolsa, pois caso aconteça qualquer imprevisto, esteja onde estiver, quem me atender saberá qual é minha situação e do bebê que divide meu corpo comigo.

E por falar em corpo, eis o grande “x” da gravidez. Meu corpo, meu peso. Que problemão. Confesso que nunca fui adepta da boa forma. Sempre vivi entre uns quilinhos a mais do peso ideal e uns quilinhos a menos. E sempre tomei medicamentos para emagrecer (podem me crucificar, mas era o único jeito de perder peso), pois nunca fui fã de atividades físicas. Aliás, continuo passando longe do “1, 2, 3, 4 e volta”...

Com a gravidez, a preocupação em ter uma alimentação saudável está ainda maior. Não comia feijão antes de engravidar. Agora tenho que comer três vezes por semana, pelo menos. Saladas eu comia quando tinha algo em casa ou quando estava afim. Agora devo comer diariamente, por causa do ácido fólico, do ferro, do cálcio e das vitaminas sei-lá-o-quê. Chocolate e doces? Uma vez por semana. Antes? Diariamente.

E toda essa preocupação não é apenas por causa do peso, de ter que engordar um quilo por mês e não ultrapassar, ao final da gestação, de 10 a 12 quilos, somados com o peso do bebê. Esses cuidados são para ter uma alimentação saudável e ter nutrientes e vitaminas para que o bebê possa se alimentar de maneira correta e crescer forte e saudável.

Depois que descobri a gravidez, parei de tomar todos meus complexos emagrecedores e tive que aprender (ou tentar aprender) uma tarefa árdua: cozinhar. Nos últimos dias tenho me aventurado entre ingredientes, panelas e afins. Confesso que não está sendo muito fácil. Agradável é. Fácil, nem um pouco, especialmente para uma pessoa que não é dotada de atributos culinarescos.

Porém, nada melhor do que saber que estou fazendo algo que irá beneficiar a mim e a meu filhote que, se Deus quiser, sairá melhor que a mãe e terá uma alimentação mais saudável.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Isso não te pertence mais

Sempre fui uma pessoa independente. Eu diria beeeeeeeeem independente. Mesmo que meus pais sempre estivesse por trás, eu queria sentir o cheiro da liberdade e, inconscientemente, acreditava que era livre, que fazia o que bem entendia, que era dona do meu próprio nariz. Desde pequena eu era assim. Nariz empinado, escolhia minhas próprias roupas, o penteado do cabelo e os acessórios. Por conta disso, minha mãe me apelidou de árvore de natal, pois sempre tinha um anel em cada dedo das duas mãos, além de colar, brinco e pulseira. Ah, sem falar nos penduricalhos que colocava no cabelo. Me lembro de um dia, quando havia um desfile em um clube em Americana (cidade que morei por anos), que eu fiz um escândalo porque não tinha (mentira!) roupa para vestir. No alto dos meus dez anos, eu achava que precisava de uma roupa nova para usar no evento. Briguei feio com minha mãe e ela me obrigou a ir com um vestido verde cheio de babados e sem nenhum acessório. Nem preciso dizer que passei o desfile todo me escondendo das pessoas para não ser reconhecida com uma roupa que eu não tinha escolhido.

Pois bem, tudo isso é para dizer o quanto eu detesto depender de alguém. Essa independência, que me acompanha desde a infância, é uma característica muito forte e eu acredito que, em muitos momentos, foi um excelente qualidade para eu chegar onde cheguei.

Porém, no atual estado gravidístico que me encontro, ser independente é algo que não me pertence mais. Iniciando o terceiro mês, depois do susto da última semana, entendi que a gente não pode querer ser independente pra sempre. Por um período da sua vida eu penso que essa característica é importante (se não for fundamental) para conquistar os nossos sonhos e objetivos. Foi assim que cheguei onde hoje estou e alcancei muitas metas e desejos.



Mas agora, que não tenho mais poder sobre meu próprio corpo, sinto que cada vez mais preciso dos outros (leia-se marido). Encher as garrafas de água? Ele enche. Mudar a temperatura do chuveiro? Peço pra ele fazer. Ir ao supermercado comprar algumas coisinhas? Ele vai, pois não posso pegar peso. Dirigir?  É melhor que ele faça….. enfim, tudo o que eu sempre fiz até hoje, sei lá se poderei voltar a fazer um dia. Talvez o faça, mas vai levar um tempo para eu ser uma mulher quase independente de novo. Porque, totalmente independente, como eu já fui um dia, dificilmente poderei ser.

E isso não é algo que me preocupa. É apenas mais uma das mudanças que a maternidade já provoca dentro de mim. Uma mulher que um dia já foi completamente independente, mas que hoje é muito feliz ao precisar pedir ao marido ajuda para fazer coisas simples do dia a dia.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sim, estou grávida!

Por Pri Tescaro

Primeira consulta na ginecologista e minha expectativa era de uma consulta detalhada, pois tinha várias perguntas prontas escritas em um papel. Mesmo com as muitas explicações da médica, no átimo de segundos entre ela ler o resultado do exame de sangue, o HCG, e me dizer “você está gravidíssima”, cheguei a acreditar que ela diria algo diferente e eu seria realmente uma aberração da natureza, como ele contou neste post aqui.

Mas a consulta foi tranquilizadora. Sim, estou grávida (mesmo com a incerteza nos poucos segundos descritos acima), a previsão de nascimento é entre 7 e 28 de setembro e a primeira ecografia está marcada para terça-feira. Acho que só depois disso vou me sentir verdadeiramente grávida.

O marido foi na primeira consulta e ficou todo faceiro. Parecia que era o primeiro filho dele também (ele tem um casal do primeiro casamento) e pelo o que senti será um super companheiro nessa caminhada. E disso eu não abro mão: a parceria entre o casal nesse momento é fundamental para o desenvolvimento do bebê e para fortalecer ainda mais o relacionamento.

Digo isso, pois pra mim, filho é a confirmação de que você realmente formou uma família com aquele homem (ou mulher) que escolheu. Daqui pra frente é uma questão de administrar os problemas – que todo ser humano normal tem – e viver um dia de cada vez.

Por enquanto, as mudanças que a gravidez me trouxe são poucas que podem ser vistas a olho nu. As principais alterações estão aqui dentro. No medo que passei a sentir, na preocupação com aquilo que me alimento, no stress que não posso sentir para não prejudicar o bebê e no amadurecimento do relacionamento homem e mulher que um casal pode ter com a chegada de um bebê que vai, efetivamente, comprovar que somos sim uma família.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Medos de uma grávida

Desde que me descobri grávida, muita coisa mudou. Não é só a barriga que está crescendo (sim, com apenas seis/sete semanas já tenho uma barriga que mais parece de 20 semanas). Enfim, muita coisa mudou, principalmente minhas emoções. Não que elas fossem algo que eu pudesse controlar, mas eu acreditava que tinha o controle de 10 dias durante o mês, o que já é uma grande conquissta. Tomando remédio para TPM, 15 dias de total controle das emoções, uhuuuuu, felicidade plena!

Mas, a verdade é que estou experimentando sentimentos que jamais pensei existir dentro de mim. Semana passada fiz a primeira viagem de avião depois que descobri a gravidez. E senti medo em voar. Nem mesmo o terrível acidente do avião da TAM, em julho de 2007, mexeu tanto comigo, quanto o fato de saber que estou grávida e qualquer coisa pudesse acontecer dentro daquela máquina. No momento de decolar de Porto Alegre para Brasília, o céu estava lindo, sem nenhuma nuvem ou possibilidade de turbulência, e lá estava eu, olhos fechados, mãos segurando firmemente os braços da poltrona, cinto de segurança apertado até onde a barriga permite e fazendo todas as orações que conheço bem baixinho....

É muito engraçado (e ao mesmo tempo assustador) que desde a notícia da gravidez, sinto que não estou mais sozinha e tenho que cuidar não apenas de mim, mas desse ser que divide meu corpo comigo. Antes mesmo de nascer, uma criatura já muda e transforma totalmente uma mulher independente e livre como eu. Essa sensação é algo que terei que administrar dentro de mim daqui pra frente. Ao mesmo tempo em que é bom demais estar grávida, também tenho que abrir mão de mim, da Priscila, para me doar integralmente para alguém, que por um bom tempo, vai depender única e exclusivamente de mim. Só o tempo dirá o que vai acontecer!

Em tempo, amanhã vou à minha primeira consulta médica. Espero voltar de lá com mais tranquilidade no meu coração.

Pri Tescaro

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Como tudo começou

Eu sempre imaginei como iria ficar quando engravidasse. Será que ia ficar mais fresca, chata, mais manhosa, iria exigir mais mimos, ou ficaria normal (se é que isso é possível para uma grávida), e iria me transformar apenas quando bebê nascesse? Os questionamentos terminaram há exatos 10 dias, quando peguei o resultado do laboratório na internet (viva a modernidade!!!) e lá estava: 437mUL. Em outras palavras: positivo).

E foi exatamente nos últimos 10 dias que eu descobri como serão os próximos meses: ficarei insuportável. Eu mesma estou afirmando que eu não vou me aguentar. Se em apenas 10 dias eu já estou manhosa e fazendo pequenas chantagens “gravidescas” para conseguir o que eu quero, imagina com nove meses pela frente.....rs! Vou é me esbaldar – mas nada que possa prejudicar os outros, nem abusar de ninguém, pois estou grávida, não aproveitadora dos amigos.

Mas esta pequena introdução foi para justificar como vim parar aqui, no Prendadas. Sempre curti este espaço da Ana, e me identifico com ela em algumas coisas. Nós duas estamos longe das nossas famílias. Deixe Campinas (interior de São Paulo) a quase dois anos para morar com o homem da minha vida em Porto Alegre, cidade natal dele. Ela deixou Pernambuco e mora nessa cidade que eu tanto amo. Temos vontade de aprender coisas novas e adoramos nossos blogs. E, foi na correria entre saber o resultado de gravidez, as dúvidas pipocando na minha mente, as pessoas perguntando se estava grávida ou não, os telefonemas da família, que eu deixei um comentário pra ela, digamos, pedindo pra também ser uma das prendadas (é tipo um desejo de grávida, me entendem??).

E ela me aceitou como mais uma prendis para esse time delicioso que já está a todo vapor. Porém, acho que minhas semelhanças com a Ana (e as outras meninas) terminam aqui. Eu, segundo meu marido, não poderia fazer parte de um blog chamado Prendadas. Por que? Porque ele disse que de prendada eu não tenho nada!!

Bom, se eu sou ou não uma mulher prendada, isso nós vamos ver. Eu tenho algumas divergências com a cozinha, a área de serviço, produtos de limpeza, e alimentos em geral. Mas, tudo isso pode ser muito bem resolvido com uma boa secretária do lar que será necessária para breve, com a chegada do novo rebento em nossa casa.

Como não sou definida como uma mulher prendada (pelo próprio marido!), vou passar por aqui para conversar com vocês e contar como estou me saindo nessa aventura como mãe de primeira viagem. Dividir com os leitores um pouquinho dessa adorável fase enquanto aguardo a chegada do meu baby.



Pri Tescaro

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