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terça-feira, 3 de março de 2009

Quem casa quer casa ou um quartinho decente...

Por Talita, a dona perfeitinha.

Há casais que se casam apenas pela ânsia da paixão e também por causa de um noivado que já durou tempo demais. Casais esses que, muitas vezes, ainda não tem condições de alugar uma casinha ou que não querem assumir a responsabilidade... Então, vão morar com os pais dela ou com os pais dele... Tudo bem... apesar de eu achar que quem casa tem que assumir a casa mesmo que nela ainda não tenha nem geladeira - por que ter vergonha de começar de baixo? Ninguém, quero dizer... quase ninguém começa morando na casa dos sonhos, com os móveis dos sonhos.

Mas, se por enquanto só dá pra ter um quartinho na casa dos pais ou dos sogros, investir tempo, criatividade e se der, também um pouquinho de dinheiro nele é muito válido pra vida do casal. Com o cantinho mais bonito, a vida fica mais alegre, mais romântica e ajuda a motivá-los a conquistar mais rápido os sonhos...

Essas ideias de decoração são pra inspirar a todos nós... solteiros, casados sem casa, casados com casa, separados ou viúvos... o importante mesmo é deixar o quartinho da gente aconchegante, ao nosso gosto! E há gosto pra tudo e pra todos!

As fotos são do site da revista Viver Bem


Que tal costurar uma colcha de retalhos e forrar o abajur com uma estampa florida?

Quem sabe um quarto mais ousado como esse da atris Karina Bachi

Ou decorar a parede de fundo da cama com um papel de parede ao seu estilo

ou com adesivos bem criativos

E olhem só que alegria causam algumas almofadas e colcha coloridas...

Algumas dicas do feng shui para o quarto do casal:

1 - Tenha fotos do casal em porta-retratos ou quadros de parede, abajures e flores, sempre em números pares para desenvolver o equilíbrio do casal.

2 - Cores como amarelo, rosa e vermelho em colchas de cama e objetos de decoração são estremamente positivas, pois transferem a sensação de conforto e paixão à relação.

3 - Evitar muitos eletrônicos, já que o lugar deve preservar o relaxamento e o descanso.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval e infância

Por Talita, a dona perfeitinha.

Ah! O carnaval me remete à infância. Lembra-me, em especial, da minha vó Dorinha, minha querida vovó que já se foi há 5 anos, mas que enche meu coração de amor e saudade boa.

Sinto saudades dela cantando as marchinhas de carnaval. "Ô, você aí! Me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí! (...)" Ela adorava! Era a felicidade em pessoa. Puxava-me a dançar, rodopiava como criança.

Em sua casa, carnaval era tempo de reunião e alegria. Queria ver os netos fantasiados. Então, um se vestia de índio, outro de cigano e as meninas sempre eram princesas, odaliscas ou dançarinas. Ela ia a máquina de costura e consertava, alargava, diminuia o que quer que precisasse pra adaptar as roupas do ano anterior ao corpo da gente.

Saíamos todos pelas ruas de terra batida da pequena Ilhéus do Prata, um pequeno distrito de menos de mil habitantes. Íamos fantasiados e cantando, de mãos dadas, marchinhas. É bom demais lembrar...


Pra ilustrar, bonecos gigantes de Olinda, Pernambuco - terra da Ana.
Foto do site Como tudo funciona


Um ótimo carnaval pra vocês!

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dormindo em iglu?


Por Talita, a dona perfeitinha.

Quando criança, adorava dormir na sala, dentro de alguma cabana que eu mesma montava com lençóis e cobertores. Mas, naquela época, nunca imaginaria que algum dia construiria uma caverna na neve com direito a iglu, muito menos que dormiria dentro dela! E foi exatamente isso o que aconteceu!


Eu tinha 17 anos e fui 'mandada' para a Nova Zelândia. Morei lá um ano inteiro e, num país como aquele, é impossível apenas estudar. Velejei, fiz mil e um trekkings, atravessei rios, escalei, fiz rappel, snowboard, enfrentei um dia de sobrevivência na selva, viajei de bike, joguei futebol e fiz milhares de outras coisas que muita gente não acredita quando eu conto. Estava ou não estava querendo ser uma menina muito prendada? Pelo menos aos moldes neozelandeses, acho que sim.


Fomos fazer um trekking de 2 dias na neve. No primeiro dia, depois de andar por cerca de 2 horas, encontramos um bom local para construirmos nossas cavernas. Leia-se 'bom local' no sentido 'um local pouco provável de sofrer uma avalanche'! Éramos uma turma de 15 ou 16 pessoas, não me lembro mais. Dois professores, com os quais estudamos previamente a teoria de construção de iglus e cavernas. Por exemplo, como reconhecer a consistência ideal para o corte dos blocos do iglu.

Eu e mais três meninas dormiríamos juntas, portanto, tivemos que cavar o suficiente para que os quatro sleeping bags coubessem no interior do buraco. Levamos 4 horas! E mais uma hora pra construir um iglu que além de ser a cozinha e proteger uma das entradas, foi onde deixamos nossas mochilas e botas ao entrarmos na caverna pra dormir. O teto era super baixo e nos trocávamos sentadas e corcundas. Se fosse hoje, acho que teria uma crise claustrofóbica. Mas dentro da caverna é super quentinho e deu até pra sentir calor dentro do sleeping bag que eu peguei emprestado de uma amiga.

No dia seguinte, algo que eu não esperava: os cadarços das minhas botas que ficaram pra fora da caverna, dentro do iglu, tinham congelado! Tive que fazer esforço extra para os pés entrarem e andar por 2 horas até que os danados afrouxassem e eu pudesse amarrá-los - ainda com dificuldade!

Hoje já não quero mais dormir em iglu, a não ser que seja em algum iglu hotel como, bem sei, existe na Finlândia, ou em casinhas iglus como as seguintes, no Japão - foto do blog bocaberta retirada do site da empresa construtora.



Também acharia ótimo construir uma cama-iglu que ainda é estante de livros como essa que segue. Foi construída por um japonês e postada no blog de um amigo dele, o Boing Boing. Esse iglu de livros abriga dentro a cama do rapaz.



Essa outra estante-iglu achei muito interessante - no lugar da cama, um sofá. Cantinho mais que apropriado para leitura. Foto do blog Pedro Doria.


Alguma de vocês já dormiu em um iglu? Seja de neve, gelo, tijolos ou livros?

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tentando aprender francês

Por Talita, a dona perfeitinha.


Quando me mudei pra Belo Horizonte, há 8 anos atrás, entrando pra faculdade, senti-me uma menina pouco prendada.

A maioria das minhas colegas eram da cidade grande e eu, do interior. Frequentavam lugares que até hoje não conheço. Eram 'cultas': iam ao teatro e ao cinema todos os fins de semana. Euzinha ficava com meus livros, trancada em casa. Falavam diversas línguas - e eu, só o 'inglesinho' mesmo. 

Resolvi, então, que deveria aprender francês. Fiz de tudo pros meus pais pagarem aulas pra mim. Consegui um professor particular. Ia até a escola dele e, por duas horas, me esforçava ao máximo pra tirar dúvidas, imitar o sotaque... mas, no final, sempre ouvia um "você tem que se esforçar mais". Chegava em casa e revia tudinho repetindo alto cada palavra, verbo e frase. 

A partir da terceira semana de aula, percebi que a água da jarra escura da qual ele se servia a todo momento, não era água, mas algum destilado. Seu bafo começou a me incomodar, mas não apelei. Continuei indo às aulas, já que queria, precisava, carecia de ser uma moça mais prendada.

Depois de três meses, o professor começou a se exaltar. Quando eu não lia algo corretamente, levantava a voz e dizia coisas do tipo: "você não aprende nunca!". Não aguentei mais. Desisti! Comprei um ótimo livro e comecei a estudar sozinha. Nunca cheguei a aprender o francês, mas ainda gosto de dar uma folheada no tal livro, formulando frases chiques. Mas a verdade é que a primeira frase a gente nunca esquece... "Demande a la dame la bas" - "Pergunte à senhora alí"

Ah! Tenho que contar um outro fato: três meses depois de deixar as aulas de francês, deparei-me, no elevador do meu prédio, com meu ex-professor. Como tinha pego birra dele, nem cumprimentei. Fui logo ao porteiro saber o que ele estava fazendo alí. E não é que o francês tinha se mudado pra lá? Ainda bem que nunca mais o encontrei. Quando eu pego birra, fico mal comigo mesma e faço cara feia. E isso não é coisa de prendada!

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

MEU MAIOR PRESENTE DE NATAL


Por Talita, a dona perfeitinha.

Brincar de boneca sempre foi pra mim uma forma de imaginar-me adulta. Juntava as amigas e, cada uma com sua Barbie ou Susie, encenávamos histórias de gente grande. O mais gostoso era fantasiar o primeiro encontro com o namorado, o dia do casamento, o nascimento dos filhos e as viagens que fazíamos. De certa forma, acho que de tanto fantasiar e desejar que quando adulta pudesse ser isso, ter aquilo, acabei realizando muitas coisas com grande facilidade. Por mais problemas que tenha tido e que ainda me rodeiam (todos temos problemas, né? sejam pequenos ou grandes ou daqueles enooormeees) não sou mais uma criança e já não choro como antes. E quando ficam pra trás é como se nunca tivessem existido porque não deixo mais que me marquem. E isso é a grande diferença entre a Talita pequena e a Talita de hoje.

Por falar em diferenças, não é que minha filha acaba de acordar... "mamãe!"?, lembrando-me da maior delas... (Vou lá pegá-la e dar-lhe um beijinho... já volto!). 

Então... de todas as diferenças... essa é a que maior valorização causou-me a vida. Existe a vida de antes da maternidade e existe a vida de depois dela. E que maravilha é passar por essa linha! Aproveito pra desejar à Pri (minha coleguinha de colaborações aqui no Prendadas) - gravidíssima - tudo de mais lindo nessa nova etapa...

Sou assim uma mãezona e muito feliz nessa condição. Meu maridão e eu queremos muito ter, pelo menos, mais um filho, e, pra nós, não há coisa melhor que estarmos juntos.

De menina que sonhava em ser uma mamãe prendada... a uma mamãe muito prendada! Ainda vou contar muitos casos... hoje, porém, pra finalizar, conto apenas como foi que soube que estava grávida:

Eu e meu marido já estávamos há quase uma semana 'encucados' e preocupados com um carocinho no canto direito da minha barriga. Era dia de Natal, a família tinha toda se reunido na véspera para ceiar. Meu pai que é ginecologista e ultrassonografista estava no sítio, e nós, na cidade. Aproveitamos que ele veio levar meus avós à missa do galo e o interceptamos na porta para fazer-me um ultrassom. Aquele ditado que diz: "Em casa de ferreiro, o espeto é de pau" - é mesmo uma verdade - há dias pedia que ele tivesse um tempinho pra me atender no consultório! Parecia milagre, mas aquele carocinho era nossa Sofia, já com 16 semanas de gestação! Na tela do ultrassom, lá estava ela, toda formadinha... Cabeça, tronco e membros. Comecei a chorar! Meu marido me encheu de beijos e saiu a ligar pros amigos contando que seria papai... Ô momento gostoso. Naquele Natal, ganhamos o maior de todos os presentes até hoje já nos dado.

Meu marido, eu e nosso presente mais lindo

E você? Também já ganhou um presente tão lindo?

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

BRINCANDO DE CASINHA


Quando criança, adorava brincar de casinha. Passei da infância e entrei na adolescência brincando de casinha. E meu lugar predileto de brincar de casinha era o quintal da casa dos meus avós. Eles tinham um pomar e, nesse pomar, tinha bananeiras! Bananeiras são o melhor lugar pra se brincar de casinha. Dá pra montar prateleiras, fazer banquinhos e até ter janelas com cortina! Não sei se alguma de vocês já brincou de casinha em bananeira, mas quem sabe o que é isso, há de concordar que é a melhor das brincadeiras!

Quando não tinha bananeira pra brincar, colocava bambus no chão pra delimitar os cômodos da casa imaginária. Normalmente tinha sala, quarto e cozinha e levava cadeiras e colchões para dar vida à fantasia.

Hoje tenho minha tão sonhada casinha e, mesmo adulta, continuo brincando... brinco de colocar minha filha pra dormir, brinco de cozinhar, brinco de dar um beijinho no meu marido quando este chega cansado do trabalho, brinco de aguar minhas plantinhas, brinco de receber os amigos... E essa brincadeira de criança é muito linda! Tem amor e tem carinho desde varrer a casa até passar o linho.

Conta pra mim! Vocês também brincavam de casinha?




Talita Cavalcante

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Somos todas meninas prendadas?

Apresentando-me: Talita Cavalcante, dando meu primeiro pitaco na casa da Aninha.


Quando fui convidada pela Ana a escrever aqui no Prendadas, aceitei com muita alegria. Sou fã desse cantinho e identifico-me a ‘beça’ com essa menina que, de uma hora pra outra, virou minha amiga.

 

E já que aqui é a casa de nós meninas dotadas, de charme ao menos, pensei em começar transcrevendo uma passagem do filme ‘Orgulho e Preconceito’ que é a cara do Prendadas. E não adianta procurar no livro de mesmo nome, da Jane Austen, porque essas falas só tem no filme, tá?


São 4 pessoas conversando numa sala - Mr. Darcy (supostamente, muito orgulhoso), Caroline (cheia de preconceitos), Mr. Bingley (homem educado ao extremo) e Lizzie (uma personagem profunda, maravilhosa):

 

Mr Bingley: _ Acho que vocês moças são tão prendadas! Vocês pintam mesas, tocam piano e bordam almofadas! Nunca ouvi uma moça que não dissesse ser prendada.

 

Mr. Darcy: _ A palavra é usada à toa. Não conheço mais de 6 moças realmente prendadas.

 

Caroline: _ Nem mesmo eu.

 

Lizzy: _ Minha nossa! Devem entender muitíssimo do assunto.

 

Mr. Darcy: _ Eu entendo.

 

Caroline: _ Certamente. Ela deve entender de música, saber cantar, desenhar, dançar e dominar as línguas modernas para merecer esse adjetivo. E possuir algo em sua postura e maneira de andar.

 

Mr. Darcy: _ E deve cultivar-se através de extensa leitura.

 

Lizzy (fechando seu livro com força): _ Não estou surpresa que só conheça 6 moças prendadas. É de se admirar que conheça uma!

 

Mr. Darcy: _ É assim tão dura com seu próprio sexo?

 

Lizzy: _ Nunca vi tal mulher. Deve ser uma coisa assustadora de olhar.

 

(Mr Bingley dá risadas).

 

O que acharam, meninas? Não é sensacional essa passagem? Acho-a incrivelmente adequada. Nós moças, com nossas qualidades e defeitos, somos todas prendadas. Independente da quantidade de coisas que sabemos fazer, fazemos bem-feito e é isso que importa, não é? E errar ou não ser tão boa quanto outra nisso ou naquilo não nos faz menos prendadas ou menos mulheres.

 

A partir de hoje, farei companhia pra Aninha por aqui. E também pra Nana, pra Sabrina, pra Denise, pra Cynthia e pra Pri. Vou contar pra vocês sobre minhas mancadas e acertos na busca por ser mais prendada. Vão ter casos engraçados, mas não esperem tanto, já que sou mais do tipo séria, entendem? Mas vou me esforçar bastante e escrever com muito carinho.

 

Então, até da próxima vez.

Beijos da dona perfeitinha, Talita.



esta é Lizzy, muito bem interpretada por Keira Knightley

e este é Mr. Darcy, orgulhoso e bom caráter

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