sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Divã

Eu sempre li alguns textos da Martha Medeiros e pra mim ela fala de sentimentos como ninguém. Apesar de uma crônica aqui outra ali, nunca tinha lido um livro da escritora. A semana passada andando pelo blog da Janeisa, dei de cara com um post de dica de leitura e quem ela estava indicando? A Martha Medeiros.

Pensei: "Nossa, como nunca li um livro dessa mulher, se nos meus documentos tem uma pasta só com os textos dela?! Tenho que comprar ao menos um. Comprei dois.

Depois que acabei de ler "Comer, Rezar, Amar" fiquei um pouco anestesiada e tava meio complicado achar algo que me despertasse tanto interesse na leitura, já que Liz me deixou muito introspectiva. Mas eu tinha certeza que a Martha não ficaria nem um pouco atrás e nessa onda de leitura feminina e autoconhecimento o livro DIVÃ, mesmo sem ter acabado de ler ainda, já ta ali, ao lado do anterior, como um dos meus preferidos.




DIVÃ conta a história de Mercedes — uma mulher com mais de 40, casada, filhos — que resolve fazer análise. O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar num ato de libertação; poético, divertido, devastador. Marinheira de primeira viagem em terapia, a personagem encara o consultório como se fosse uma espécie de alfândega que vai dar o visto para ela passar para o lado mais oculto de sua personalidade.


Alguns trechos do livro sublinhados por mim:

"Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção.Num piscar de olhos fico terna,delicada.Acho que sou promíscua, doutor Lopes.São muitas mulheres numa só, e alguns homens também.Prepare-se para uma terapia de grupo."

"Somos todos virgens,Lopes.Virgens antes do primeiro beijo, antes do primeiro dia em que andamos de taxi sozinhos, antes do primeiro emprego. Quem morre sem ter ido a Veneza, sem nunca ter tido um filho, sem nunca ter amado, morre virgem igual, mesmo tendo transado com a cidade inteira.Somos sempre virgens de alguma coisa que ainda não nos aconteceu."

"Não importa a idade que temos, há sempre um momento em que é preciso chamar um adulto."

"A aliança no dedo não nos deixou menos vulneráveis ao que acontece do lado de fora da nossa casa.Gustavo tem amigos que não conheço, tem clientes que não conheço, tem um Gustavo que não conheço. Sobraram-lhe nove dedos sem aliança alguma, que o deixam livre para tentar ser feliz como bem lhe convir."

"João acha cansativo responder diferente, porque as coisas muito boas e as coisas muito ruins exigem uma explicação.Coisas mais ou menos estão explicadas por si mesmas."

"Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções."

"Por dentro quase histérica.É muita buzina, muito sol, muito batom pra fora do lábio. A vontade que tenho é de entornar vários copos de tequila e de escrever versos de amor vagabundos.Tem sido quase impossível manter-me cool, manter-me japa.Minha vida tem sido acalorada, apimentada, 40 graus à sombra."


Acho que me empolguei(haha).

Descobri que a Martha tem um blog, vale a pena uma visitinha. Quanto ao outro livro, Doidas e Santas, ele reúne 100 crônica da autora, ainda não comecei a ler, depois posto aqui as minhas considerações.

6 comentários:

Claudia Pimenta 29 de agosto de 2008 16:28  

oi ana! o livro é mt bom... eu, como psicanalista, adooorei! bjs, querida!

Tania Pimenta 29 de agosto de 2008 16:50  

Ana, sou apaixonada pelos livros, poemas e crônicas da Martha Medeiros faz um tempão!! Tenho o "Divã" e adoro!! E tenho outros tb q depois te indico. Ela escreve maravilhosamente bem, não é?
Este novo ainda não tenho...
Beijins

POPI by Paula 29 de agosto de 2008 22:04  

Ana, sabe q acho q já vi esse livro na casa da minha momi?!!!
Nossa vou ter q conferir se ela realmente tem!
Amiga dexa q na semana q vem com certeza coloco a foto da minha mesa com as cadeiras diferentes pra vc ver!
Não vou esquecer, pode deixar!
bjus e um lindo final de semana!
Paula

Janeisa Tomás 30 de agosto de 2008 10:33  

Oi Aninha, Martha Medeiros é uma escritora que entra na alma feminina e no nosso cotidiano, sou muito fã dela e é bom sbaer que temos isso em comum. Aproveita e passa lá no Brasil do bem e pegue outro "miminho"pra vc. Beijo grande e um ótimo final de semana!
janeisa

Larissa 1 de setembro de 2008 11:03  

Adoro aquela gaúcha... O jeito que ela escreve me faz sentir como se estivesse numa bate-papo informal...

dona perfeitinha 13 de fevereiro de 2009 15:06  

Oi Aninha!
Tô aqui vasculhando suas indicações e deparei-me com esta, cujo livro comecei a ler ontem e devo terminá-lo hoje. Também nunca tinha lido qualquer livro da Martha. O sobrenome dela é de escritora das boas... Adorei o Divã. Minha sogra tá reformando a casa dela e eu vasculhando a mudança no fim de semana passado achei o Divã, novinho em folha, dado a ela por meu marido há alguns anos atrás, mas não foi lido. E como eu já estava atrás de um livro pra ler, acabei pegando emprestado.
Esse livro estimula crise de idade, convenhamos, qualquer que seja ela... mas já não sou tão influenciável.
Beijos,
ô tamanho de postagem!
Talita.

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